sábado, 16 de maio de 2026

Riqueza das tradições maranhenses ganham vitrine nacional no Salão de Artesanato em São Paulo.

  Com apoio do Sebrae, estande do Maranhão registra grande movimentação e amplia oportunidades de negócios para artesãos do estado.

A riqueza, a diversidade e a identidade cultural do artesanato maranhense têm encantado o público no Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que segue até o dia 17 de maio, em São Paulo. Com peças que traduzem saberes tradicionais, ancestralidade e a força criativa dos territórios maranhenses, o estande do Maranhão registra intensa movimentação de visitantes atraídos pela originalidade, pelas cores e pela beleza do artesanato exposto.

A delegação maranhense apresenta no evento peças em linho e fibra de buriti, produzidas por associações e cooperativas de Barreirinhas e Tutóia, além da tradicional renda de bilro da Raposa e das cerâmicas de Rosário e São Luís. Logo nos primeiros dias do Salão, o estande do estado chamou atenção pela variedade de cores, texturas e técnicas artesanais, despertando o interesse de visitantes, compradores e lojistas de diferentes regiões do país e gerando bons negócios para os artesãos maranhenses.

Além das vendas diretas, a participação no evento permite a criação de conexões comerciais e o acesso a novos mercados, contribuindo para o fortalecimento dos negócios e para a valorização do fazer artesanal desenvolvido nas comunidades maranhenses.

Para a artesã Eurinete da Silva, de Tutóia, participar do Salão do Artesanato representa uma importante oportunidade de valorização do trabalho artesanal e ampliação de mercado. “Estar em uma feira desse porte é essencial para nós artesãs, porque conseguimos mostrar nosso trabalho para pessoas de várias partes do Brasil. O público tem valorizado muito nossas peças e isso nos deixa felizes e motivadas. As vendas estão sendo muito positivas e isso fortalece ainda mais o nosso trabalho e a nossa comunidade”, destacou.

A empresária Sara Machado, de Ribeirão Preto (SP), se encantou com o artesanato apresentado no evento. Proprietária da loja Casa do Brasil e de um ateliê na cidade paulista, ela adquiriu diversas peças durante a visita. “Fiquei encantada com a riqueza e a beleza do artesanato maranhense. Estamos levando vários produtos porque realmente nos apaixonamos pelo trabalho apresentado aqui. Fomos muito bem atendidos, com muita gentileza e atenção das artesãs e da equipe. Foi uma experiência maravilhosa e, com certeza, queremos retornar nas próximas edições”, afirmou.

A participação no Salão do Artesanato conta com apoio do Sebrae Maranhão, que acompanha a missão comercial e atua no fortalecimento dos pequenos negócios do setor, incentivando o acesso ao mercado, a valorização cultural e o desenvolvimento econômico dos territórios. A expectativa é que a presença no evento gere impactos positivos para os artesãos, com ampliação das vendas, fortalecimento de redes comerciais e maior projeção do artesanato maranhense em uma das principais vitrines do segmento no país.

Para Márcia Roberta, gestora de turismo e artesanato do Sebrae em São Luís, a receptividade do público já nos primeiros dias do Salão reforça o potencial e a força do artesanato maranhense no mercado nacional. “Esse é um espaço muito importante para ampliar a visibilidade do artesanato maranhense, gerar oportunidades de negócios e fortalecer o trabalho dos pequenos empreendedores que representam tão bem a identidade e os saberes do nosso estado. O Sebrae está junto dos artesãos em todas as etapas desse processo, oferecendo apoio e oportunidades para que esses empreendedores consigam acessar novos mercados e transformar tradição e cultura em geração de renda e desenvolvimento para os seus territórios”, concluiu.

O 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras segue até o dia 17 de maio, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo, reunindo mais de 700 artesãos de todo o Brasil com entrada gratuita.

Cerâmica produzida em Rosário e a cerâmica vitrificada de São Luís reforçam a diversidade do artesanato do Maranhão.

Visitantes e compradores prestigiam o estande do Maranhão durante os primeiros dias do Salão do Artesanato.

A empresária Sara Machado, de Ribeirão Preto (SP), visitou o estande do Maranhão e adquiriu peças do artesanato maranhense durante o evento.

A artesã Eurinete da Silva, de Tutóia, destaca a valorização do artesanato maranhense e o sucesso das vendas no Salão Raízes Brasileiras.



Artesãs maranhenses apresentam peças produzidas com técnicas tradicionais e identidade cultural dos territórios do estado.








Seminário Economia do Mar consolida papel estratégico do Maranhão na fronteira do desenvolvimento sustentável.

 Seminário Economia do Mar consolida papel estratégico do Maranhão na fronteira do desenvolvimento sustentável.

Evento reuniu atores ligados à economia do mar, reforçando a capacidade do setor para gerar desenvolvimento com a inserção do estado e dos pequenos negócios.

Em meio a debates sobre transição energética e ao avanço da chamada Economia Azul no Brasil, o Maranhão entrou no centro das discussões sobre o futuro do setor marítimo. O Sebrae, a FIEMA e a Associação Brasileira de Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR) realizaram o 7º Seminário Economia do Mar, reunindo autoridades, empresários, universidades, centros de pesquisa e estudantes para debater estratégias capazes de transformar o potencial oceânico do estado em desenvolvimento econômico, inovação e novas oportunidades.

O Maranhão detém posição geopolítica privilegiada na Margem Equatorial brasileira e conta com 640 km de litoral, condições que se somam à dinâmica de um Complexo Portuário com reconhecida eficiência e a um conjunto de ações institucionais em cadeias produtivas complementares. Diante desse potencial, São Luís tornou-se a primeira capital da região a promover um debate estruturado sobre a economia do mar, sediando também o primeiro evento do segmento realizado no Nordeste.

 Durante a abertura do seminário, promovido nesta quinta-feira (14), o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, Celso Gonçalo de Sousa, ressaltou a dinâmica de negócios nesse ecossistema. “O Maranhão reúne condições únicas para participar desse processo como protagonista: posição geográfica estratégica, relevância portuária, potencial energético e capacidade de expansão e geração de negócios ligados à economia azul. Mas, é preciso mais investimentos, ações e planejamento de forma contínua e eficiente”, destacou o presidente.

 O presidente em exercício da FIEMA, Fábio Nahuz, reforçou as perspectivas de futuro a partir desse marco. “Vivemos um novo momento, com a implantação da ZPE e o debate sobre a economia do mar e economia azul. Isso nos traz perspectiva de uma mudança de patamar e para que a gente possa realmente aumentar o PIB estadual, gerar mais empregos de qualidade e trazer a industrialização tão esperada por nós para o Maranhão”, disse Nahuz.

 Já o vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, lembrou que o seminário é um desdobramento do encontro realizado em março com especialistas da Seenemar para apresentar como o Rio de Janeiro estava tratando sua Economia do Mar. Ele observou o papel da iniciativa como catalisadora do debate sobre como aproveitar o potencial maranhense. “O seminário deixou resultados importantes, mostrando caminhos para aproveitar os recursos oceânicos de forma sustentável e equilibrada, podendo gerar grandes investimentos e oportunidades para os maranhenses. A colaboração entre empresas, governo e academia é essencial para o desenvolvimento de todo esse potencial”, avaliou o executivo.

 De forma complementar, o presidente da ABEEMAR, João Azeredo, reiterou a qualidade dos debates. “Ressaltamos a profundidade da discussão sobre a Margem Equatorial, entre outros temas, e as altas expectativas para o desenvolvimento econômico e social da região, com foco na geração de empregos e renda. A importância da ação não está apenas no diálogo, mas na necessidade de avançar do potencial para a concretização de projetos, incluindo a preparação para a exploração de petróleo”, afirmou.

 Também participaram da abertura do evento o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Maranhão, José Domingues Neto; Sérgio Bacci, presidente da Transpetro; Rakel Murad, presidente da ZPE/MA; Cauê Aragão, presidente da Investe Maranhão, e Walter Canales, reitor da UEMA.

 Fortalecendo os negócios e o potencial empreendedor do Maranhão: Sebrae recebe reconhecimento

O fomento à cadeia produtiva esteve em destaque no painel "Empreendedorismo na Economia do Mar — Selo Azul". Com participação do diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal, o debate mostrou ações de valorização das micro e pequenas empresas locais e a articulação de cadeias produtivas importantes, como artesanato, pesca e o turismo costeiro, abordando linhas de crédito para negócios que atuam de forma ecologicamente correta em áreas litorâneas.

Durante a palestra, foram destacadas iniciativas como o Cidade Empreendedora e o Juros Zero, além das ações do Sebrae voltadas à preparação das empresas para uma gestão mais eficiente, inovadora e sustentável. A atuação da instituição na articulação de parcerias locais recebeu reconhecimento dos participantes, que sugeriram a inclusão da categoria Economia do Mar no Prêmio Prefeitura Empreendedora em âmbito estadual, seguindo o exemplo adotado no Rio de Janeiro.

“Fico muito feliz com a repercussão do trabalho que o Sebrae faz no Maranhão e fora do estado. Temos demonstrado essa capacidade e atuado como protagonistas, nos colocando como parceiros e partícipes das estratégias de desenvolvimento de inclusão e geração de oportunidades para os pequenos negócios. Ficamos muito felizes, pois isso mostra que estamos no caminho certo”, comentou o superintendente do Sebrae.

Programação técnica reforça condições estruturais e ambiente institucional do Maranhão

 No painel intitulado "Margem Equatorial para o Maranhão — Cidades Costeiras Resilientes", os debates giraram em torno da exploração segura e sustentável de petróleo e gás na região, que se desenha como um novo vetor de crescimento energético do país a partir da Margem Equatorial.

 Já o painel "Portos e Logística — Integração Global e Desenvolvimento" abordou a excelência portuária maranhense, discutindo a expansão da infraestrutura aquaviária, gargalos de navegação e os novos investimentos em pesquisa, novas plantas industriais e inovação tecnológica liderados pelo Porto do Itaqui (EMAP).

 Negócios, Tecnologia e Energias Renováveis

A programação da tarde foi iniciada com palestra técnica de grande interesse mercadológico para o empresariado local, sobre o tema "Como Fazer Negócios com a Petrobras e a Transpetro". A apresentação desmistificou o processo de compras das estatais, mostrando os caminhos e as conformidades técnicas necessárias para que pequenas e médias empresas fornecedoras do Maranhão consigam integrar essa gigantesca cadeia de valor.

A inovação tecnológica ainda ganhou espaço no terceiro bloco temático da tarde, "Tecnologia e Transformação Digital no Mar — IA e IoT", que abordou como a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas estão revolucionando o monitoramento da costa brasileira e ajudando a otimizar a segurança.

Selo Azul - O evento também colocou em evidência o Selo Azul – Cidades Costeiras, uma certificação internacional que atua como ferramenta de governança e fomento econômico para apoiar as prefeituras a transformarem o litoral em polos de desenvolvimento sustentável, que deverá ter o Sebrae como um grande parceiro no Maranhão.

Fechando as discussões técnicas, o painel "Potencial de Eólica Offshore no Maranhão" destacou as vantagens competitivas do Maranhão na geração de energia limpa a partir do regime de ventos, demonstrando que o estado reúne as características ideais (profundidade e constância de ventos) para atrair investimentos internacionais no mercado de hidrogênio verde e com a transição energética global.

Setor empresarial ressalta conjunto de oportunidades

 Com mais de 90% de pequenos negócios entre as empresas ativas, o Maranhão tem no aproveitamento dessa janela de oportunidades trazidas pela economia do mar alguns caminhos para o desenvolvimento. Reconhecendo várias oportunidades nesse aspecto, empresários defenderam a preparação para aproveitar oportunidades.

Marcos Felipe, gerente de operações da Tropical Ship Supply, que atua na cadeia de fornecimento de suprimentos e produtos materiais e equipamentos, destaca que essa é uma área em expansão na costa do estado. “O evento serviu para conscientizar, mostrar, e abrir caminhos para as empresas e para os empresários, mostrando os nossos potenciais. Temos bastante oportunidades e precisamos estar preparados”, disse ele.

 Cláudio Neves é engenheiro mecânico e consultor especializado em manutenção de frota. Para ele, o seminário permitiu vislumbrar oportunidades relevantes para o Maranhão. “Somos um estado com grande potencial de desenvolvimento ainda pouco explorado. Precisamos conhecer as oportunidades e nos preparar para gerar um desenvolvimento responsável, que respeite o meio ambiente e as populações locais, mas traga novos horizontes para o nosso estado”.

 O seminário consolidou o Maranhão como um dos estados mais promissores para o desenvolvimento de negócios ligados ao potencial oceânico, reunindo diferentes setores em torno de um objetivo comum: transformar oportunidades em investimentos, geração de emprego, inovação e desenvolvimento sustentável. 

Abertura do Seminário reúne representantes instituições, fortalecendo potencial do Maranhão na economia do mar.

Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Celso Gonçalo, ressalta necessidade de investimentos, preparação empresarial e planejamento para avanços.

Setor produtivo participa do Seminário, com boas expectativas sobre esse novo momento da economia estadual. 

Da esquerda para a direita: Fábio Nahuz, Priscilla Oliveira, Celso Gonçalo, Cristiano Barroso Fernandes e João Azeredo, durante o 7º Seminário de Economia do Mar.