Seminário Economia do Mar consolida papel estratégico do Maranhão na fronteira do desenvolvimento sustentável.
Evento reuniu atores ligados à economia do mar, reforçando a
capacidade do setor para gerar desenvolvimento com a inserção do estado e dos
pequenos negócios.
Em meio a debates sobre transição energética e ao
avanço da chamada Economia Azul no Brasil, o Maranhão entrou no centro das
discussões sobre o futuro do setor marítimo. O Sebrae, a FIEMA e a Associação
Brasileira de Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR) realizaram o 7º Seminário Economia do Mar,
reunindo autoridades, empresários, universidades, centros de pesquisa e
estudantes para debater estratégias capazes de transformar o potencial oceânico
do estado em desenvolvimento econômico, inovação e novas oportunidades.
O Maranhão detém posição geopolítica privilegiada na Margem
Equatorial brasileira e conta com 640 km de litoral, condições que se somam à
dinâmica de um Complexo Portuário com reconhecida eficiência e a um conjunto de
ações institucionais em cadeias produtivas complementares. Diante desse
potencial, São Luís tornou-se a primeira capital da região a promover um debate
estruturado sobre a economia do mar, sediando também o primeiro evento do
segmento realizado no Nordeste.
O fomento à cadeia produtiva
esteve em destaque no painel "Empreendedorismo na Economia do Mar — Selo
Azul". Com participação do diretor superintendente do Sebrae Maranhão,
Albertino Leal, o debate mostrou ações de valorização das micro e pequenas
empresas locais e a articulação de cadeias produtivas importantes, como
artesanato, pesca e o turismo costeiro, abordando linhas de crédito para
negócios que atuam de forma ecologicamente correta em áreas litorâneas.
Durante a palestra, foram destacadas iniciativas como o
Cidade Empreendedora e o Juros Zero, além das ações do Sebrae voltadas à
preparação das empresas para uma gestão mais eficiente, inovadora e
sustentável. A atuação da instituição na articulação de parcerias locais
recebeu reconhecimento dos participantes, que sugeriram a inclusão da categoria
Economia do Mar no Prêmio Prefeitura Empreendedora em âmbito estadual, seguindo
o exemplo adotado no Rio de Janeiro.
“Fico muito feliz com a
repercussão do trabalho que o Sebrae faz no Maranhão e fora do estado. Temos
demonstrado essa capacidade e atuado como protagonistas, nos colocando como
parceiros e partícipes das estratégias de desenvolvimento de inclusão e geração
de oportunidades para os pequenos negócios. Ficamos muito felizes, pois isso
mostra que estamos no caminho certo”, comentou o superintendente do Sebrae.
Programação técnica reforça condições estruturais e
ambiente institucional do Maranhão
A programação da tarde foi iniciada com palestra técnica de grande interesse mercadológico para o empresariado local, sobre o tema "Como Fazer Negócios com a Petrobras e a Transpetro". A apresentação desmistificou o processo de compras das estatais, mostrando os caminhos e as conformidades técnicas necessárias para que pequenas e médias empresas fornecedoras do Maranhão consigam integrar essa gigantesca cadeia de valor.
A inovação tecnológica ainda
ganhou espaço no terceiro bloco temático da tarde, "Tecnologia e
Transformação Digital no Mar — IA e IoT", que abordou como a Inteligência
Artificial e a Internet das Coisas estão revolucionando o monitoramento da costa
brasileira e ajudando a otimizar a segurança.
Selo Azul - O evento
também colocou em evidência o Selo Azul – Cidades Costeiras, uma certificação
internacional que atua como ferramenta de governança e fomento econômico para
apoiar as prefeituras a transformarem o litoral em polos de desenvolvimento
sustentável, que deverá ter o Sebrae como um grande parceiro no Maranhão.
Fechando as discussões
técnicas, o painel "Potencial de Eólica Offshore no Maranhão"
destacou as vantagens competitivas do Maranhão na geração de energia limpa a
partir do regime de ventos, demonstrando que o estado reúne as características
ideais (profundidade e constância de ventos) para atrair investimentos
internacionais no mercado de hidrogênio verde e com a transição energética
global.
Setor empresarial ressalta conjunto de oportunidades
Com mais de 90% de pequenos negócios entre as empresas ativas, o Maranhão tem no aproveitamento dessa janela de oportunidades trazidas pela economia do mar alguns caminhos para o desenvolvimento. Reconhecendo várias oportunidades nesse aspecto, empresários defenderam a preparação para aproveitar oportunidades.
Marcos Felipe, gerente de operações da Tropical Ship Supply,
que atua na cadeia de fornecimento de suprimentos e produtos materiais e
equipamentos, destaca que essa é uma área em expansão na costa do estado. “O
evento serviu para conscientizar, mostrar, e abrir caminhos para as empresas e
para os empresários, mostrando os nossos potenciais. Temos bastante
oportunidades e precisamos estar preparados”, disse ele.
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Abertura do Seminário reúne
representantes instituições, fortalecendo potencial do Maranhão na economia do
mar.
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Presidente do Conselho
Deliberativo do Sebrae, Celso Gonçalo, ressalta necessidade de investimentos,
preparação empresarial e planejamento para avanços. |
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Setor produtivo participa do
Seminário, com boas expectativas sobre esse novo momento da economia estadual. |
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Da esquerda para a direita:
Fábio Nahuz, Priscilla Oliveira, Celso Gonçalo, Cristiano Barroso Fernandes e
João Azeredo, durante o 7º Seminário de Economia do Mar. |
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